Pouso forçado – Apresentação de Personagens 3

Hoje iremos conhecer a Alice,

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Alice é uma veterana do exército da Aliança, tendo servido na guerra em Marte. O amor por um rebelde marciano fê-la desertar e lutar contra a Aliança, mas por pouco tempo. O seu marido morreu pouco depois, deixando-lhe uma filha, Jade, nos braços. 
Fugiu para Vénus, onde trabalhou como mercenária para diversos criminosos, alcançando uma reputação de guerreira imparável. Reputação essa que lhe garantiu um lugar no Dragão Escalarte, onde espera conseguir, finalmente, a pequena fortuna que precisa para a terapia genética que a sua filha necessita para sobreviver.

Ilustração de Priscila Santos
Cenário do RPG criado por Jean da Silva e Rafael Weber

Pouso forçado – Apresentação de Personagens 2

Vamos conhecer Jairo,
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Em tempos, Jairo foi um oficial da Aliança. A sua especialidade: extrair informação de prisioneiros.
No entanto, os horrores que viu, as atrocidades que cometeu pesam-lhe na consciência, ao ponto de o fazer fugir da sua vida confortável para uma outra bem mais à margem da lei.
Acabou por integrar a equipa do Dragão Escalarte, onde ninguém sabe do seu passado. Jaro sabe, porém, que a sua redenção está longe e que é cada vez mais difícil esconder que foi. Quanto mais tempo o conseguirá silenciar?

Ilustração de Priscila Santos
Cenário do RPG criado por Jean da Silva e Rafael Weber

Pouso forçado – Apresentação de Personagens

O cenário para Fate “Pouso Forçado”, desenvolvido no universo do Serralves será uma aventura pronto a usar, contendo, entre outras coisas, uma história completa para os jogadores jogarem e fichas de personagem pré-feitas da tripulação do Dragão Escarlate.

Hoje iremos apresentar Mila Kunin

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Especialista na doce arte de negacear, Mila já enganou meio mundo. Naturalmente, quando ela está presente, algo de mau está para acontecer. Sempre de passagem, não há sítio que chame casa. Por enquanto, está no Dragão Escalarte, a acompanhar o outro membro da tripulação (a revelar) que a salvou de um bando de criminosos que não gostou de ser ludibriado.
Sabe-se lá onde estará amanhã.

Ilustração de Priscila Santos
Cenário do RPG criado por Jean da Silva e Rafael Weber

Vencedor concurso de Cenários de RPG

É com muito prazer que anunciamos que os vencedores do concurso de Cenários de FATE inspirados no universo do Comandante Serralves é o “Pouso Forçado” de Jean da Silva e Rafael Weber.

Pouso Forçado é uma aventura vivida por um bando de contrabandistas que, a meio de uma missão para o impiedoso Barão, se vê apanhado no meio do conflito entre a Aliança e as forças rebeldes de Calisto. Numa corrida contra o tempo, terão de sobreviver, forjar alianças, fazer escolhas difíceis. Como? Só vocês o poderão dizer.

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Sessão de Teste promovida pelo Sávio Cordato

O cenário encontra-se neste momento a ser revisto, com base nos comentários do júri do concurso (para além de um elemento da Imaginauta, Sávio Cordato, da Solar Entretenimento que traduziu as regras de Fate no Brasil, e Felisberto Lagartinha, do Grupo de Roleplayers de Lisboa). Dentro em breve, iremos lançar a versão definitiva para que possam jogar livremente.

Caso o queiram experimentar em primeira mão, haverá duas mesas de jogo no  52º Encontro Mensal dos Roleplayers de Lisboa, no Spawn Point.

Este encontro acontecerá sob o âmbito do International TableTop Day, que pretende promover os jogos de comunidade um pouco por todo o mundo. Mais uma razão para se juntarem a nós.

LisboaCon 2015

No próximo dia 14 e 15 de Março, a Imaginauta irá estar na LisboaCon 2015, o 6º Encontro nacional de Jogos de Tabuleiro. Este encontro terá lugar em Oeiras na AERLIS.


Para além de não resistirmos a ir jogar nos múltiplos locais que irão estar disponíveis (Programa AQUI), iremos participar na mesa redonda “Jogar com a Imaginação – Os jogos e a ficção”. Estaremos muito bem acompanhados da Safaa Dib, do Bruno Martins Soares e do Pedro Santos.

Dia e hora: sábado, 14/Março, 16h00-16h50
Moderador: Sérgio Mascarenhas, Grupo de Roleplayers de Lisboa

Descrição:
É comum os jogos colherem inspiração em obras de ficção, em particular no que diz respeito aos jogos narrativos, mas também no caso dos jogos de tabuleiro. Hoje em dia todas as grandes obras ficcionais encontram tradução lúdica, da Terra Média à Guerra das Estrelas, de Conan a Elric. Mas o inverso também é verdade, pois não é raro os jogos com maior sucesso darem origem a obras de ficção. Pense-se no manancial de ficção de fantasia direta ou indiretamente inspirada no Dungeons and Dragons ou no universo de Warhammer. Por isso, vamos conversar sobre o cruzamento entre ficção e jogos.

Micro-ficção 1

Um micro conto no universo de Serralves, para inspirar todos os participantes do concurso de RPGs que estamos a promover AQUI.

O último mestre violinista

       Uma nota aguda encheu o túnel reforçado com betão avermelhado, cinquenta e seis quilómetros abaixo da superfície. Uma dezena de camadas de rocha, escória, ferro, túneis e casernas abandonadas separavam o emissor do receptor mais próximo. Só o músico ouvia a triste canção que o último Stradivarius do universo tinha para cantar.

                O violinista tocava um último concerto, em honra dos camaradas de luta que haviam sido presos naquela manhã sob a acusação de conspirarem contra a Aliança Humana. Como se fosse conspirar o simples desejo de serem livres. Em breve viriam mais soldados da Terra, aquele planeta que os havia botado ali e só se lembravam deles quando o preço do minério subia.

                As lágrimas enchiam os olhos e rolavam pelo rosto do violinista, mas nem assim a imagem da recém-criada bandeira marciana a ser rasgada lhe saía da mente. Uma revolta falhada, um grito do Ipiranga afónico que decerto acabaria em sangue. Não devia faltar muito até os soldados encontrarem os esconderijos dos independentistas. Quantos saberiam no planeta que eles se escondiam nas minas desactivadas? Qual deles seria o primeiro a denunciá-los?

                Algo bateu na porta de aço reforçado, amolgando-a. Eles estavam a chegar. O violinista não parou de tocar. Não temia pela sua vida, não era isso que os soldados vinham buscar. Era o que tinha entre mãos que queriam ver destruído. Para eles, uma ofensa cultural, um motivo de divisão dos povos da Terra, uma testemunha de um passado vergonhoso; para o violinista, o último resquício de beleza que veriam.

                Activou a bomba e esperou que os soldados entrassem.