Entrevista a João Barreiros – Crazy Equóides

Estivemos à conversa com o autor João Barreiros acerca do seu mais recente romance “Crazy Equóides“. Venham descobrir alguns dos segredos deste livro.

Crazy Equóides

O que tem o Crazy Equóides que mais nenhum livro em Portugal tem?

Nada que se assemelhe a Crazy Equóides parece ter existido na literatura lusa. Para já, trata-se de uma Space Opera retrofuturista. Não se refere a umbigos nem estados de alma. Não tem palavras ou frases bonitas. É anti romântica em toda a sua essência. É visceralmente violenta. Não trata do amor que redime, mas sim do amor que mata.
Mais do que tudo não existe neste derradeiro século, uma única obra genuinamente de FC nos sinistros meandros da literatura portuguesa.
Talvez seja por isso que ela é única na literatura lusa. Claro que a Academia e as almas sensíveis não vão querer pegar-lhe nem com a pontas dos dedos.
Talvez seja por isso que os Crazy Equóides vos possa interessar…

Quais foram as tuas principais inspirações para escrever este romance?

Inspiraram-me todas as aventuras pulp dos anos cinquenta, principalmente as Space Operas, onde as naves ainda podiam efectuar aterragens verticais.
E, claro, principalmente nos contos do Philip Jose Farmer.

Mack the Knife e Temps de La Cerises, as duas naves/inteligências artificiais têm nomes de canções, porquê?

Porque as canções revelam os fins a que as Companhias projectaram as naves
O nome Mack the Knife, por exemplo, foi retirado da Ópera dos três vinténs do Brecht. Mack é um chulo, e aproveita-se do espólio dos outros, apenas interessado nas opções mais negras da humanidade. A Companhia que Mack representa tem uma atitude quase necrófaga em relação aos restos que pretende alcançar.
Le Temps des cerises parece ser uma canção doce, mas surgiu na época mais negra da história de França, ou seja, durante o Terror. Também é a canção de fundo do Anime Porco Rosso. Se bem se lembram, o filme trata de um porquinho aviador que parece um homem ou de um homem que, por uma estranha maldição, se transformou num porco.
Love Kills, que também poderia ser o nome de uma nave, foi cantada na versão colorida e sonora do filme Metropolis, produzida por Moroder. Enquanto a canção passa, podemos ver o robô Maria a provocar crises de agressividade aguda entre os seus desatinados pretendentes. O filme completo encontra-se disponível no Youtube.

Se houvesse uma nave com o nome de uma canção portuguesa, qual seria?

Só poderia ser:  BABY SUICIDA, cantada pela Ia com a cara da Adelaide Ferreira.

Neste caso a companhia lusitana teria de tentar resolver situações recusadas pelas outras Companhias, consideradas demasiado perigosas, ou absolutamente desnecessárias.

Depois de Crazy Equóides, o que recomendas ler a seguir?

Dogs of war de Adrian Tchaikovski
Lock in, Skalzi
Sysiphean, Torishima
Apex, Ramez Naan

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