Devaneios com URL #3

3: brasis e outros aléns

É dia de celebração para a língua portuguesa, ou, para ser mais específico, foi no passado dia 11 de Dezembro que se celebrou a ficção científica brasileira, data escolhida como homenagem a um dos seus grandes pioneiros, que também foi distinguido com site próprio. É um sinal de vitalidade e de apreço para uma literatura com história própria, estudos académicos reconhecidos e produção constante, conforme evidenciado pela mais recente edição do prémio Argos. Quem procurar online, rapidamente encontrará revistas, iniciativas e sites de referência que orientarão num percurso paralelo mas, infelizmente, pouco conhecido do lado lusitano. Nesse mesmo fim de semana, no Porto houve, ainda, a possibilidade de descobrir a escassa produção nacional e contactar com autores. Sincronicidade? Ou globalização?

Mas o género não sobrevive com eventos – há que escrever, há que ler, conhecer os clássicos, avaliar as adaptações e descobrir espaços menos eurocêntricos. Descobrir a escrita exclusivamente no feminino – ou não fosse «literatura» uma palavra deste género. Assistir, também, a séries de televisão e ponderar criticamente sobre os temas apresentados: a ficção científica, mais do que uma distracção, é um meio de pensar a vida (observações interessantes neste último texto, dêem-lhes bom uso). E fazê-lo além da língua portuguesa, pois o mundo não termina nesta fronteira: descobrir o moderno ou o insólito, mesmo em embrulhos pequenos, noutros idiomas, é também uma aventura.

Luis Filipe Silva

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