Tertúlia dos Devoradores de Livros #19

Em Junho, a Tertúlia dos Devoradores de Livros irá ser na Livraria Tigre de Papel, em Lisboa, pelas 19h.

Como convidados teremos a Ana Carrilho e o André Silva, que nos virão falar do SciFiLx 2019.

35472369_8947293035432590_7095914227923156992_n.jpgFundador, Fearless Leader, Fita-Cola, Lider Supremo, Megalómano, Ditador, Psicólogo, o faz-tudo, este são alguns dos títulos que André Silva já recebeu ao longo da história gloriosa, bumpy, construída de sorrisos, suor, trabalho, sangue e lágrimas do Sci-Fi Lx. A ideia surgiu da cabeça deste louco, inspirado na LisboaCon, Cifimad e Iberanime que olhou para o panorama nacional e… pára tudo. Porque é que ainda não existe uma convenção apenas dedicada à ficção científica? Reuniu os 5 Magnificos que começaram a arquitectar o projecto que no início era apenas uma convenção e criou o Sci-Fi Lx tendo feito milagres em conjunto com todas as pessoas e organizações que fazem de alguma forma, directa ou indirectamente contribuem para aquilo que hoje é o Sci-fi Lx alimentando as diferentes sinergias sem as quais não era possível a sua existência. É ele o fundador e coração por trás do projecto, desde a sua concepção inicial. Nesta edição do Devoradores vem falar um bocadinho do percurso do Sci-Fi Lx até hoje, bem como do que a edição deste ano nos reserva.

35671847_8947293042099256_4934406382125318144_n.jpgA Ficção Científica fez desde sempre parte da vida de Ana Carrilho. “Roubar” os Argonautas ou os Blake & Mortimer do pai era um acontecimento corriqueiro, quando era jovem. A primeira ligação ao Sci-Fi Lx surge em 2015 (com o grupo Guerrilha Crochet), com o convite do fundador Tiago Rosado para trazer o crochet para a convenção, numa tentativa de mostrar a ubiquidade do género nas manifestações de actividade humana. No ano seguinte, nasce o projecto Handmade Sci-Fi Lx, que tenta englobar várias técnicas de artesanato ligadas ao tema. Em 2017, numa progressão natural do papel de “conselheira da aflição” (“anda lá fora fumar um cigarro” era o código que André Silva usava) surge o convite para integrar a Equipa Sci-Fi Lx, com a missão de reestruturar profissionalmente o projecto e tirar partido da sua área de formação académica, a Comunicação Social. Nesta edição dos Devoradores vem falar-nos do tema central desta 4ª edição, o Armageddon, bem como das ramificações que o projecto tem, bem para além do evento anual.

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Entrevista ao livreiro da Tigre de Papel

Ao longo da sua existência, a Imaginauta tem contactado com diversas livrarias e livreiros. Afinal, micro editoras e livrarias independentes podem quase considerar-se primos. Já colaboramos com varias, tendo dinamizado sessões dos Devoradores de Livros, e em algumas podem encontrar os nossos livros. Recentemente, tem-se falado bastante na sobrevivência destes templos do livro e como e que eles se inserem no ecossistema literário do pais.

Recentemente o Ministério da Cultura publicou um mapa das livrarias em Portugal (são 130, no total), mas já houveram pessoas a denunciar que se encontram la estabelecimentos fechados há 10 anos. Será um sintoma do alheamento dos responsáveis pela iniciativa?

Decidimos fazer uma pequena entrevista ao Fernando Ramalho, da Tigre de Papel, o afável responsável do espaço na Rua de Arroios 25, 1150-053 Lisboa.

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1 – Primeiro de tudo, uma pequena apresentação. Quem é, qual é a tua livraria e o que faz dela única?

Desde o início que concebemos a Tigre de Papel como um espaço com uma dupla identidade. Por um lado, entre Julho e final de Setembro, concentrarmo-nos sobretudo na venda de livros escolares. Temos sempre uma campanha de descontos nos manuais, bem como no material escolar, e apostamos na venda de manuais em segunda mão. Por outro lado, ao longo do resto do ano, somos uma livraria que alia a venda de livros à organização de uma programação regular de eventos – lançamentos de livros, conversas, leituras, actividades para crianças, etc.

Entendemos a livraria como um espaço que deve ser capaz de juntar pessoas e proporcionar momentos de debate, reflexão e lazer. Quanto à oferta livreira, juntamos livros novos e em segunda mão. Os novos vêm sobretudo de editoras independentes, muitas vezes de dimensão reduzida, e de edições de autor. No que respeita aos livros usados, a oferta é mais ampla e procura responder à necessidade de não deixar os livros morrer, de os manter em circulação. Por fim, iniciámos no ano passado uma linha de edição de livros. Publicámos até agora três títulos: Lex Icon, de Salette Tavares, uma reedição fac-similada de um clássico da poesia experimental portuguesa, editado originalmente em 1971; A Vida entre Edifícios, do urbanista dinamarquês Jan Gehl; e Gravidez, uma novela gráfica de Júlia Barata.

2 – Qual a tua livraria favorita, dentro ou fora de Portugal (sem ser a própria, claro)?

Para não ferir susceptibilidades, escolho as minhas três preferidas na cidade do Porto: Utopia, Gato Vadio e Poetria.

3 – Podes contar-nos o episódio mais caricato/interessante da tua carreira de livreiro?

É difícil escolher um episódio. Em geral, o contacto directo com os frequentadores da livraria produz momentos muito bons e, sobretudo, em que se aprende bastante. São especialmente recompensadores os casos em que alguém compra um livro que procurava há muito tempo ou aqueles em que um livro se liga profundamente a episódios da vida dos leitores. Há, por exemplo, um cliente que costuma vir comprar livros e depois regressa a dar feedback das leituras. Uma vez contou que, num livro do Camilo José Cela que cá comprou, encontrou uma descrição de um hotel em Madrid que era o mesmo onde ele e a mulher costumavam ficar hospedados quando lá iam, há muitos anos. A descrição era tão detalhada e precisa que ele não só consegui imaginar-se de volta ao hotel, como ficou cheio de vontade de lá regressar – coisa que dificilmente aconteceria devido à sua idade e estado de saúde.

4 – Recentemente foi anunciado um selo de mérito, que proporcionará as livrarias poderem ter acesso a publicidade de borla, estabelecer protocolos com organismos públicos, etc. Se fosses tu a desenhar esta iniciativa, que incluirias?

Tanto quanto sei, não se conhece ainda bem as características da medida nem os critérios para a atribuição do selo. O que foi anunciado é que haveria uma comissão que, anualmente, avaliaria de acordo com um «conjunto de critérios». Ou seja, teria de ter mais informação sobre a medida para poder formular uma opinião mais sólida. Em princípio, agrada-me qualquer medida que promova a visibilidade das livrarias independentes e do seu papel na vida das cidades. Agrada-me também que essa preocupação esteja presente na definição das políticas públicas, seja no plano do Ministério da Cultura seja nas autarquias. Mas prefiro medidas que sejam suficientemente abrangentes de modo a contemplarem todo o sector livreiro independente, que se fixem nos seus problemas e dificuldades, em vez da lógica meritocrática que a própria designação do selo sugere. Se o selo for apenas uma espécie de Estrela Michelin para as livrarias, penso que se avança pouco.

5 – Que outras medidas achas que deveriam existir para apoiar o negócio do livreiro independente?

Os principais problemas das livrarias independentes prendem-se com a gigantesca concentração que, nos últimos anos, se verificou nas diversas componentes do mercado do livro – edição, distribuição e comercialização. A fatia de leão do negócio está concentrada em dois grandes grupos – a Porto Editora e a Leya –, com consequências óbvias não só ao nível da diversidade do sector, mas também determinando um quadro concorrencial profundamente desleal e insustentável. Isso é especialmente gravoso no caso dos livros escolares – que conhecemos bem –, mas estende-se cada vez mais a todo o mercado do livro. O que me parece mais prioritário, então, seriam medidas que combatam a concentração do mercado, desde logo fazendo cumprir a legislação existente de combate ao abuso de posição dominante, impondo condições de igualdade na relação comercial entre os diversos agentes. Uma maior fiscalização da aplicação da Lei do Preço Fixo, combatendo os expedientes dos hipermercados e das grandes cadeias de livrarias para contornar a lei, tem sido uma exigência recorrente dos livreiros e editores independentes. Também seria necessária uma intervenção pública que protegesse as livrarias independentes da enorme pressão que se tem verificado nos últimos anos para o aumento do valor das rendas nos centros urbanos.

6 – Por fim, podes mostrar-nos uma fotografia de uma das estantes da tua livraria? Deixa-nos em pulgas para te ir visitar.

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Devoradores de Livros #19

À semelhança do ano passado, o Devoradores de Livros de Junho terá como convidados os cabecilhas da organização do SciFiLx: Ana Carrilho e André Silva.

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Os curiosos poderão descobrir o que se vai fazer no SciFiLx 2018, propor actividades, fazer as perguntas que quiserem àqueles que mais sabem sobre o evento.

A 19ª tertúlia irá ser na  Tigre de Papel, 21 de Junho às 19 horas.

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Imaginauta na Eurocon 2018

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Todos os anos, é organizada uma convenção europeia de Ficção Científica e Fantasia. O local vai variando de ano para ano, pelo que em 2018 será em Amiens, em França.

http://eurocon2018.yolasite.com

Lá, leitores, escritores e editores conhecem-se e dão-se a conhecer, celebrando os livros que tanto gostamos. São também atribuídos diversos prémios. Podes nomear os teus artistas europeus (incluindo portugueses) favoritos aqui:

https://esfs.info/esfs-awards/2010-2/esfs-nominations-2018/

AImaginauta estará presente na Eurocon, juntamente com o Pedro Cipriano, da Editorial Divergência, e o Rogério Ribeiro, organizador do Fórum Fantástico, iremos apresentar um painel acerca da ficção científica e fantasia em Portugal.

Getting away with SF&F in Portugal: Tales from an alternate universe

Carlos Silva, Pedro Cipriano and Rogério Ribeiro are three of the faces that struggle to promote SF&F in Portugal. Events, micro publishing houses, selling platforms, awards, are some of the things they are doing. But the question arises: is it enough? Can these initiatives have success in a country where football and sunny beaches steal the spotlight?

Entrevista a João Barreiros – Crazy Equóides

Estivemos à conversa com o autor João Barreiros acerca do seu mais recente romance “Crazy Equóides“. Venham descobrir alguns dos segredos deste livro.

Crazy Equóides

O que tem o Crazy Equóides que mais nenhum livro em Portugal tem?

Nada que se assemelhe a Crazy Equóides parece ter existido na literatura lusa. Para já, trata-se de uma Space Opera retrofuturista. Não se refere a umbigos nem estados de alma. Não tem palavras ou frases bonitas. É anti romântica em toda a sua essência. É visceralmente violenta. Não trata do amor que redime, mas sim do amor que mata.
Mais do que tudo não existe neste derradeiro século, uma única obra genuinamente de FC nos sinistros meandros da literatura portuguesa.
Talvez seja por isso que ela é única na literatura lusa. Claro que a Academia e as almas sensíveis não vão querer pegar-lhe nem com a pontas dos dedos.
Talvez seja por isso que os Crazy Equóides vos possa interessar…

Quais foram as tuas principais inspirações para escrever este romance?

Inspiraram-me todas as aventuras pulp dos anos cinquenta, principalmente as Space Operas, onde as naves ainda podiam efectuar aterragens verticais.
E, claro, principalmente nos contos do Philip Jose Farmer.

Mack the Knife e Temps de La Cerises, as duas naves/inteligências artificiais têm nomes de canções, porquê?

Porque as canções revelam os fins a que as Companhias projectaram as naves
O nome Mack the Knife, por exemplo, foi retirado da Ópera dos três vinténs do Brecht. Mack é um chulo, e aproveita-se do espólio dos outros, apenas interessado nas opções mais negras da humanidade. A Companhia que Mack representa tem uma atitude quase necrófaga em relação aos restos que pretende alcançar.
Le Temps des cerises parece ser uma canção doce, mas surgiu na época mais negra da história de França, ou seja, durante o Terror. Também é a canção de fundo do Anime Porco Rosso. Se bem se lembram, o filme trata de um porquinho aviador que parece um homem ou de um homem que, por uma estranha maldição, se transformou num porco.
Love Kills, que também poderia ser o nome de uma nave, foi cantada na versão colorida e sonora do filme Metropolis, produzida por Moroder. Enquanto a canção passa, podemos ver o robô Maria a provocar crises de agressividade aguda entre os seus desatinados pretendentes. O filme completo encontra-se disponível no Youtube.
https://www.youtube.com/watch?v=TS5u_8Cs3AA

Se houvesse uma nave com o nome de uma canção portuguesa, qual seria?

Só poderia ser:  BABY SUICIDA, cantada pela Ia com a cara da Adelaide Ferreira.
https://www.youtube.com/watch?v=NsVEwz1-FLo
Neste caso a companhia lusitana teria de tentar resolver situações recusadas pelas outras Companhias, consideradas demasiado perigosas, ou absolutamente desnecessárias.

Depois de Crazy Equóides, o que recomendas ler a seguir?

Dogs of war de Adrian Tchaikovski
Lock in, Skalzi
Sysiphean, Torishima
Apex, Ramez Naan

Devoradores de Livros #18

Para a 18ª tertúlia do Devoradores de Livros iremos ter como convidado o oão Mariano e o Henrique Soares, ambos membros do Grupo de Roleplayers de Lisboa.

O encontro será dia 17 de Maio pelas 19h, na Livraria Tigre de Papel e é uma organização conjunta da Imaginauta e SciFiLx.

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Ambos são membros do Grupo de Roleplayers de Lisboa e contam com várias décadas de experiência a jogar e mestrar este tipo de jogos cooperativos.

Página de Facebook do evento

O Grupo de Roleplayers de Lisboa (GRL) promove encontros regulares abertos a todos e participa em vários eventos ao longo do ano, com o intuito de divulgar este hobby. Para além disso, funciona como plataforma online, promovendo o debate e articulando indivíduos, grupos e projectos.

Dia do Livro – Passatempo

Modificado a 29 Abril 2018 Passatempo encerrado e vencedor contactado (José Gomes)

Hoje é Dia do Livro e para comemorar temos uma surpresa para todos aqueles que gostam de ler em inglês.

Temos para ofecer:

Afterparty – Daryl Gregory
Resistance – Samit Basu
Weirder Shadows over Innsmouth – uma antologia de vários autores

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Para ganhar, terás apenas de ser fã da página de Facebook da Imaginauta e partilhar o post onde esta notícia será divulgada na nossa página.

Sábado iremos sortear aleatoriamente o vencedor entre os que fizeram “share” e enviar para a morada portuguesa que o vencedor indicar.

Boa sorte!

Devoradores de Livros #17

Continuando na leva de convidados de luxo, para a 17° tertúlia dos Devoradores de Livros (dia 19 de Abril, 19:00, Tigre de Papel em Lisboa), temos o Luis Rodrigues como convidado.

 

Luís Rodrigues foi editor do magazine electrónico Fantastic Metropolis (um projecto em colaboração com L. Timmel Duchamp, Michael Moorcock, Jeff VanderMeer e Zoran Živković) e tradutor de várias obras de literatura fantástica para língua portuguesa.

Contacto 2018 — Agradecimentos

Ontem foi um dia que deixou a Imaginauta orgulhosa.

Mais de 300 pessoas (pelo menos, não conseguimos contar mais a partir de certo ponto) visitaram o Festival Literário Contacto 2018.

Uma multidão de muitos que nunca tinham ido a um evento de literatura fantástica e de fantasia e que agora, talvez, com este primeiro contacto tenham ficado com o “bichinho”.

Obrigado a todos os parceiros e entidades presentes por todo o apoio, paciência e entusiasmo.

Toda a equipa do Palácio Baldaya está também de parabéns pois, apesar das alterações de última hora, conseguiram dar—nos alternativas que viabilizaram o evento.

Obrigado a todos os que saíram com um sorriso e uma tarde bem passada na memória, assim como todos os que nos deram sugestões de melhoria.