Eurocon 2018 — Amiens

A Imaginauta foi à Eurocon 2018 em Amiens dia 21 de Julho.

Já antes tínhamos estado na Eurocon 2016 em Barcelona e, se tudo correr bem, já temos bilhetes para a de 2019 na Croácia.

Amiens é uma pequena cidade pitoresca no Norte de França onde se destaca por ter sido a casa de Julio Verne, aliás tema de bastantes intervenções durante a conferência.

Em comparação com a Eurocon 2016, a organização estava bastante fraca. As salas estavam transformadas em saunas, não sendo ligado o ar condicionado que estava instalado.

A confusão do horário com alterações de fundo durante o evento, a falta de apoio na mesa de informações e não comunicação com o resto da cidade (as duas livrarias de Amiens, sendo uma delas ao lado das conferências, estavam fechadas) não pintam uma boa imagem da organização.

Havia também menos bancas de publicidade a eventos e outros países, onde em 2016 fizemos bastantes contactos e ficámos a conhecer a cena europeia da literatura de género.

De louvar a introdução do afrofuturismo e convidados da Índia e Austrália na programação.

As bancas de comerciantes eram essencialmente de edições francesas, mostrando a longa tradição deste género por terras gaulesas pela diversidade de anos de edição no catálogo exposto.

Juntamente com o Pedro Cipriano (Divergência) e Rogério Ribeiro (Fórum Fantástico) fizemos uma apresentação acerca da ficção especulativa em Portugal.

Estiveram poucas pessoas (em parte, acreditamos, por nos terem mudado a sala à última da hora), mas os bravos que ficaram mostraram grande interesse e até tivemos de vender alguns livros que tínhamos levado como demonstração.

Destaco duas das conversas:

Ian Watson apresentou “Frankeinstein, Karl Marx e sereias”, a que rapidamente se juntou guerras sul—americanas e Dr. Mengele. Uma espécie de construção de enredo de uma história na hora com participação do público. Muito divertido pela capacidade de comunicação do orador.

Sessão da apresentação de pequenas editoras europeias, em que se falou de estratégias de sobrevivência e que tipo de obras se publicam. Ficámos cheios de inveja da Finlândia que tem apenas 4 milhões de habitantes, mas uma percentagem de leitores 2 vezes maior que Portugal, cujas as bibliotecas ativamente compram os livros das pequenas editoras e ainda contribuem com uma pequena taxa por cada vez que o livro é requisitado (pelo que percebi, na Alemanha o cenário é idêntico). Fora isso, de vez em quando, há apoios do estado para obras em Finlandês (e até de género).

Pedro Cipriano falou sobre a Divergência e da Antologia Steampunk internacional.

Já agora, por curiosidade, em Finlandês não há género para as palavras, o que faz o autor ter de escolher quando o livro é traduzido.

Distribuímos a versão traduzida do conto Verum do Mário Coelho pelos visitantes da Con, conseguindo até negociar a publicação deste numa revista Romena.

No final do dia, depois de uma entrevista para a Galaxia Imaginarului ainda pudémos provar o vinho Romeno, uma óptima maneira de chamar à atenção.

Na revista Helion encontrámos até um artigo sobre o António de Macedo.

De palato e cérebro satisfeitos, voltamos para Portugal, com pontes construídas que esperemos que tragam projectos no futuro.

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